QUAL O MELHOR CAMINHO A SEGUIR?

O tema é tão repetitivo quanto o nascer do sol e tão difícil quanto aquela questão da prova para a qual você não estudou. Trata-se da escolha, da decisão que deve ser tomada no momento em que você nem imagina qual direção seguir, mas é colocado diante do caminho e em apenas um segundo – esse é o tempo, tenho certeza – precisa escolher para que lado vai. No momento da escolha não é mais permitido não escolher. Não, não é. Parece o eclipse solar, vai acontecer naquele instante e você é o protagonista, sem chance de dublê. Mas deixando de lado o instante crucial, a única regra para se escolher é definindo quem você quer realmente ser e não a direção que vai tomar. Antes de tudo, se não sabe quem realmente é, como poderá direciona-se para algum lugar? A escolha é um fator externo para tensionar fatores internos, e estes indicam duas direções pessoais e intrasferíveis quanto à responsabilidade: a pessoa que você foi até o momento de encarar a escolha e a pessoa que você poderá vir a ser após fazer a escolha. É preciso definir. É a vida mostrando que abandonar antigas crenças e abrir-se para o novo é a opção. É o chamado para a sua evolução.

Falta de iniciativa, culpa, incapacidade de mostrar autoridade, fragilidade emocional, excesso de subserviência, medo de lidar com questões adversas, dificuldade de dizer não, inabilidade em impor limites e tudo aquilo que o prende a um personagem que não lhe cabe mais fatalmente serão divisores do caminho, numa tentativa de mantê-lo preso ao passado ou conduzi-lo ao futuro de forma consciente, com autonomia e sendo verdadeiro consigo mesmo. Observe-se, eu recomendo. Não há outra forma de saber quais as armadilhas que você mesmo criou para não assumir a escolha desejada. Quando mente para você mesmo, será infeliz mais uma vez, é só uma questão de tempo, tempo esse que passa, e não volta mais. Definir o caminho é mais do que uma opção de escolha, é a possibilidade de enfrentar o novo de forma aprofundada, deixando as velhas crenças onde devem ficar,  juntamente com a superficialidade da vida.