Saúde, uma questão de dignidade.




Olá, queridos leitores, como foram de carnaval? Cuidaram bem da alimentação, da hidratação e do sono? Espero que sim! Se não deram tanta atenção assim a esses aspectos, melhor agora dar uma “limpezinha” no corpo e uma reequilibrada na mente. É hora de recuperar a energia gasta!
Bem, já que falamos de limpeza estou pensando em avaliar alguns alimentos que andam por aí, nas próximas postagens. Acho que será muito útil aos senhores. São alimentos que aparentemente são saudáveis, contendo até nutrientes importantes, mas que também apresentam substâncias químicas que congestionam nossas vias metabólicas e prejudicam nosso organismo. É importante termos consciência de que nossa saúde depende de como tratamos nossos aspectos. Quando me alimento continuamente com substâncias que agridem o funcionamento do meu corpo, estou me entregando à doença. Quando vivo num estresse constante, não respeitando meus limites, não me dando prazer, quando vivo preocupada, culpada, amargurada, revoltada, com ódio, entre outras coisas, estou me entregando à doença. Estou dizendo a ela: Olha, pode chegar! Não me importo que você entre no meu corpo e se instale. Não me importo que você fique aí. Não mesmo.
A doença tem ouvidos, sabia? Ela escuta o seu chamado. Parar de chamar a doença, é parar de se auto-punir pensando errado, comendo errado, falando errado (as palavras têm força, lembram?). Vamos devagar, mas vamos mudando....vamos dando movimento em direção à saúde. Uma vez ouvi um sacerdote dizer: “É preciso morrer com dignidade”. Essa frase ficou martelando na minha cabeça por muito tempo. Hoje penso que também é preciso adoecer com dignidade. Atualmente até as doenças estão agressivas, corrosivas, densas. Ter dignidade para adoecer e morrer, penso, é adoecer e morrer de forma natural, de velhice, por desgaste do corpo físico. Hoje a morte chega porque consumimos muita carne e substâncias químicas que levam ao desenvolvimento de um câncer. Chega porque se entra numa briga, o ódio atinge o máximo e dá-se um tiro. Está banal morrer. Está banal tomar um medicamento diariamente. Está banal ter estresse, pressão alta e depressão.  Sugiro que comecemos a chamar a saúde porque ela também tem ouvidos, sabia? Para chamarmos a saúde, precisamos optar por ela. Essa escolha temos que fazer. Optando pela saúde, precisamos começar a selecionar nossos alimentos, nossos sentimentos, nossas ações e para isso temos que abrir nossos olhos e expandir nossa mente, mudar as formas rígidas de ser, pensar e agir. Ser saudável é um direito e pelo desvio de nossa conduta, nos afastamos disso.
Pense em retomar sua saúde. Brigue por ela na justiça! Não na justiça dos tribunais, mas na justiça com você mesmo, seja justo com você. Obedeça um pouco mais à razão. Equilibre a emoção. Dia desses estava fazendo compras e um homem entrou no mercado muito alegre, conversando com os funcionários - conhecia todo mundo!- brincando. Fiquei observando aquela pessoa - saibam que observar é um hobby para mim. Embora esbanjando alegria, seu semblante era pesado, tinha olheiras, a pele era sem viço e os ombros ligeiramente curvados.
Interessei-me, claro, por aquela pessoa e fui acompanhando ele enquanto adentrava, majestoso, ao mercado. E ele foi direto ao setor de frios. Normal. Chegando lá pediu queijo provolone e disse ao rapaz que preparasse enquanto ele ia pegar a cerveja. Até aí, nada demais.  Mas ao voltar disse uma frase, uma única frase, que me fez imaginar a razão daquela postura corporal e semblante: “Dizem que isso faz mal pro colesterol, mas eu vou morrer de qualquer jeito, né? Pelo menos morro feliz”. Senti uma amargura tão grande naquela fala, senti um descaso com a vida e com a saúde. Senti a tal comunicação direta com a doença. Ninguém acredita que possa ser vítima de algo até que aquilo aconteça. Mas a probabilidade existe para todos em proporções iguais, a maneira como conduzimos nossa vida é que altera esse percentual. Ao voltar para casa comecei a escrever essa postagem. Que você, leitor, que vem até aqui procurando melhorar sua saúde possa mudar sua forma de pensar em relação a ela. Desejo que essas simples, mas verdadeiras palavras  cheguem ao seu coração. Que ao entrarmos no mercado, sejamos comunicativos, felizes e simpáticos, não como um personagem, mas sim porque a felicidade é própria do nosso cotidiano saudável!

Um fraterno abraço, querido leitor e até a próxima!



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